O crime da Confeitaria Glória do Recife em cartaz hoje (6) no Teatro Santa Isabel

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               Atores paraibanos Tarcísio Pereira e Flávio Melo  (Foto: Antonio David)



         Exatamente no dia 26 de julho de 1930, por volta das 17h30, o governante do estado da Paraíba, João Pessoa Cavalcante de Albuquerque, era alvejado com três tiros à queima-roupa na Confeitaria Glória, então localizada no centro da capital pernambucana.

         Para relembar o fato, está em cartaz  em exibição única, hoje à noite, a partir das 20 h (6/5)no Teatro Santa Isabel o espetáculo "De João para João" que narra detalhes sobre este crime que abalou a sociedade paraibana, teve repercussão em todo o Brasil,  fez com que mudasse o nome da capital da Paraíba e eclodiu a revolução de 30.


                                           De João para João (Foto; Antonio David)


 Em cartaz há mais de um ano, com apresentações em várias cidades da Paraíba e do Nordeste, a peça numa  montagem do grupo “Sagarana Produções Teatrais”, da cidade de João Pessoa faz um apanhado histórico de todos os detalhes de um crime político que mudou a história do Brasil,

Tudo se passa em Recife, a peça mostra o momento do crime e o encontro da vítima com o seu assassino, João Duarte Dantes, com um uma série de ações dramáticas que são encenadas durante o trajeto da bala.

De acordo com informações da produção do espetáculo, a dramaturgia se baseia numa carta escrita pelo seu assassino, o advogado e jornalista João Duarte Dantas, dias antes de cometer esse crime que comoveu a sociedade da época.

 A carta de João Dantas, endereçada a João Pessoa, foi publicada em um jornal de Recife (Jornal do Comércio), já que o seu autor quis torná-la pública e não tinha acesso aos meios de comunicação em seu próprio Estado.

“Pelo teor da carta, o que se tem é uma espécie de ‘crônica de uma morte anunciada’, daí o caráter dramatúrgico desse importante documento jamais explorado no teatro.

A dramaturgia se vale de um documento público, embora desconhecido, para estabelecer um discurso dialógico que questiona, e reflete, não apenas as nuances históricas, mas também as paixões de duas vidas privadas”, diz a produção.


Até hoje, o crime gera controvérsias. A encenação desse fato, através de um texto jamais explorado, lança um novo olhar sobre a versão oficial com o testemunho legítimo do próprio criminoso, numa carta que continua inédita e que possui um potencial dramatúrgico repleto de sentimentos e curiosidades históricas.

O espetáculo coloca em cena dois atores nos papéis de vítima e assassino, interpretados por Tarcísio Pereira e Flávio Melo, já conhecidos de outros trabalhos no teatro e no cinema.

O famoso crime de 26 de Julho, ocorrido em Recife, é mostrado num ambiente de notícias da época, com informações curiosas da história naquele período tão conturbado. Equipe e circulação – A peça utiliza trilha sonora original do compositor e maestro Eli-Eri Moura, da Universidade Federal da Paraíba.

O compositor é também autor das óperas “Dulcineia e Trancoso” e “A Coragem e a Cara - Memorial Musical Luiz Gonzaga”, ambas apresentadas no Teatro Santa Isabel em outras ocasiões – além de outros trabalhos em parceria com diretores de Pernambuco.

A iluminação é de João Batista Mendonça, operação musical de Bruno Fonseca, fotografia de Antonio David, Arte Visual de Cristovam Tadeu, recentemente falecido,

Ingressos:
R$ 40,00 (Inteira)
R$ 20,00 (Meia)
Pontos de Venda: Bilheteria do Teatro
Classificação: 14 anos
Duração: 80 min.
Fotos: Antonio David

Data do Evento

06 de maio às 20h
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Escrito por Rogerio Almeida

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