The Independent de Londres que deixou de ser impresso comemora edição digital


Quando em março passado o jornal The Independent, de Londres, e o irmão The Independent on Sunday deixaram de ser impressos e passaram a ser os primeiros jornais diários britânicos totalmente em edição digital, os leitores ficaram abismados.
Agora seis meses depois, o ESI Media, do oligarca russo Evgeny Lebedev, filho do ex chefe da KGB Alexander Lebedev, proprietário do jornal desde 2010, comemora a edição digital ter sido a que mais cresceu no número de leitores e anunciantes no Reino Unido.
                                               Evgeny Lebedev
Segundo o Lebedev o jornal na web é lido por quase 70 milhões de pessoas no mundo inteiro, enquanto que a edição impressa atingia pouco mais de 40 mil leitores.  A edição impressa era de 58 mil exemplares diariamente. “Tudo isto comprova que o futuro é digital e que nos estimula a continuar a investir em conteúdo editorial de alta qualidade e que possa atrair ainda mais leitores,” avisou o russo.
O jornal conhecido como The Indy pode ser lido pelo site: www.indy100.com e além de notícias e reportagens, existem vídeos e enquetes e os leitores ainda podem avaliar o que foi visto.
Fundado em 1986, o The Independent foi o primeiro jornal britânico a adotar o formato tabloide, o que obrigou ao The Times a fazer o mesmo, e já teve o cantor Elton John como editor, assim como Helen Fielding que escreveu o Diário de Bridget Jones.
Considerado o primeiro jornal britânico verdadeiramente independente, o seu slogan que era estampado na capa era: livre de influência de partidos políticos e dos proprietários (Free from party political bias, free from proprietorial influence).

Para comemorar o fim da edição imprensa, o jornal  publicou um caderno de 16 páginas com as principais reportagens como souvenir para colecionadores e assinantes.


Agora somente com a edição digital e comemorando o aumento do número de leitores e anunciantes, a expectativa é saber se o The Independent vai continuar sendo considerado radical e anti-establisment como sempre foi e continuar a fazer jus ao nome sem a interferência política e do seus proprietários.


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Postado por Rogerio Almeida

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