Fabiano Chaves segue seu ofício sem limite



Segundo o Dicionário Aurélio, a acepção de autodidata é que ou quem aprendeu ou aprende por si, sem auxílio de professores.

De fato, Fabiano Chaves nos mostra a árdua pesquisa de um jovem pintor; suas curiosidades, paixões, e incansáveis estudos que precedem a execução de uma obra. Além disso, vasculha diariamente em seu cotidiano um objeto, uma curva, uma pose, um volume...em cores fortes como a luz dura e vibrante do sertão cearense.

Dessa forma, a Exposição panorâmica Fabiano Chaves pinturas de 1997 a 2016 nos dá uma dimensão dessa trajetória que começou pela descoberta da possibilidade de reproduzir o real ou uma ficção organizada pelo alheio à razão artística, linha produzida pela sensibilidade poética, com cores vibrantes, pinceladas ora despretensiosas, ora precisas, responsáveis pela aproximação da realidade com o abstrato, a fim de provocar um estranhamento, como dizia Chklovski "A arte é como se nós nos "desautomatizássemos" e passássemos a ver as coisas com outros olhos”.
Assim, ele não tem um risco estabelecido, pois o que lhe move são inspirações, sem obrigação, muitas vezes de forma tímido, mas sempre ousado, porque o que atrai o autor são técnicas inovadoras, as quais chegam à surpreendê-lo a cada trabalho realizado, como uma manifestação divina. Face a isso, com freqüência, faz referência à vida simples, franciscana, característica presente em sua obra, sempre com cores vivas nas quais se manifestam contentamento.

Portanto, a mostra traz um resumo da trajetória autodidata do artista canindeense, com as primeiras experiências começando na tinta guache, conseqüentemente, as técnicas mais convencionais a óleo e acrílicas; os estudos de técnicas e estilos mostram a inquietude na busca de uma realização...dentro desse universo artístico, em que tantas informações estão em sua volta; os afrescos do pintor Georg Kau no Santuário Basílica de São Francisco em Canindé –CE, mostra-lhe o esplendor da figura, a harmonia e o equilíbrio das composições, ao mesmo tempo pesquisa Picasso, cujo artista a ordem é desconstruir. Assim, o artista plástico, Fabiano Chaves segue seu ofício sem limite determinado, na busca incansável e prazerosa de produzir o belo, renovar, transformar e encher de alegria quem a possuir ou contemplá-la.
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Postado por Mario Pinho

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