Clarificação de alguns mitos sobre o coronavírus


Apesar de várias medidas terem sido tomadas para controlar o surto do novo coronavírus, algumas falhas na sua compreensão ainda limitam a nossa capacidade de discernir alguns fatos relacionados com este.

O Diário do Povo Online dá assim resposta a algumas das perguntas frequentes sobre o coronavírus.

“O mundo deve unir-se na luta contra a pneumonia do novo coronavírus. A comunidade internacional fez o suficiente para apoiar a China?” - Hiromi Eguchi, 29 anos, Japão

Para fazer frente à epidemia, a China depende essencialmente de si própria. Simultaneamente, aceitamos e agradecemos a compreensão e apoio sinceros por parte da comunidade internacional.

Até 5 de fevereiro de 2020, os governos de 21 países, nomeadamente, República da Coreia, Japão, Tailândia, Malásia, Indonésia, Cazaquistão, Paquistão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Hungria, Belarus, Turquia, Irã, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Egito, Austrália, Nova Zelândia, Trinidad e Tobago, e a UNICEF haviam doado materiais de apoio à China. Amigos em vários países apoiaram também a China por outros meios.

Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China

“Ouvi rumores de que o novo coronavírus é muito perigoso e letal. Isso é verdade?” - Tiago Lomeu, 33 anos, São Carlos, Brasil

Tal como outras doenças respiratórias, a infeção do Covid-19 pode causar sintomas leves como coriza, dor de garganta, tosse e febre.

Pode ser mais severo para algumas pessoas e desencadear uma pneumonia ou dificuldades respiratórias. Em casos menos frequentes, a doença pode ser fatal. Pessoas mais velhas ou pessoas com problemas de saúde (como diabetes ou doenças cardíacas) são mais vulneráveis ao vírus.

Benedetta Allegranzi, Organização Mundial de Saúde

“Os EUA cancelaram a maioria de seus voos para a China. Isso é mesmo necessário?” - Thomas Anderson, 33 anos, São Francisco, EUA

Nós reiteramos o nosso apelo a todos os países para não imporem restrições inconsistentes com os regulamentos internacionais de saúde. Tais restrições podem ter o efeito nocivo de desencadear o medo e o estigma, com poucos benefícios para a saúde pública.

Até à data, 22 países relataram tais restrições à OMS.

Onde tais medidas foram implementadas, apelamos a que seja por pouco tempo, em consentaneidade com os riscos para o público, e que possam ser reconsideradas, à medida que a situação evolui.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da Organização Mundial de Saúde

“A nossa empresa está atualmente a fazer negócios na China. A China considera barrar viajantes internacionais?” - Faina Matskevich, 32 anos, São Petersburgo, Rússia

Tanto quanto sei, as autoridades emissoras de vistos da China no estrangeiro estão funcionando normalmente. Os estrangeiros não terão problemas para entrar na China, de acordo com as leis e com os regulamentos relevantes do país.

Para qualquer questão sobre este tópico, pode consultar o website oficial e as contas de WeChat e Weibo da Agência Nacional de Imigração da China. Pode também telefonar para a linha direta, disponível 24h por dia, 86-10-66265110.

Hua Chunying, porta-voz do MRE

“Ouvi falar que a China está com escassez de máscaras. O governo fez alguma coisa para resolver este problema?” - Vergard Person, 26 anos, Oslo, Noruega

A produção de máscaras da China está recuperando o ritmo rapidamente, à medida que as indústrias ajustam a produção para dar resposta à exigências do novo coronavírus. Cerca de 73% da capacidade de produção de máscaras do país havia sido reposta a 7 de fevereiro, enquanto que a produção de máscaras médicas avançara para 87%.

As importações de máscaras são encorajadas, sendo que taxas alfandegárias sobre doações foram removidas e apoios foram concedidos a firmas que usem aviões fretados para a importação de máscaras.

Chen Da, oficial da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma

A China é o maior produtor de máscaras do mundo, com mais de 20 milhões de máscaras produzidas diariamente em condições normais.
Compartilhe on Google Plus

Postado por MARIO

0 comentários:

Postar um comentário

Adicione seu comentário sobre a notícia