Cobrança de bagagens não reduziu preços de passagens aéreas

                                                   Foto: divulgação

Um estudo comprova que a cobrança das bagagens despachadas não resultou na queda dos preços das passagens aéreas e agora as companhias começam a cobrar para marcar o lugar. 

Na Europa e nos Estados Unidos já é um sufoco quando a família viaja junta em procurar sentar-se na mesma fileira. As companhias que já não tem mais o que cobrar, resolveram apelar agora para taxar a marcação de assento.

Se na hora do "check in", o passageiro não tiver marcado e pago pelo assento, aleatoriamente o funcionário no aeroporto coloca-o em qualquer lugar.

Depois de cobrar pelos lugares situados nas porta de emergência, por bagagens despachadas e agora na marcação dos assentos, esperava-se que as companhias aéreas reduzissem, como foi prometido, os preços das passagens aéreas, mas o que vemos foi o contrário.

O jornal Estado de São Paulo fez uma comparação do preço dos bilhetes em outubro de 2016 e outubro de 2017 e também novembro de 2016 com novembro de 2017, com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A rota Guarulhos-Curitiba, por exemplo, teve 31,2% de aumento entre novembro de 2016 e novembro de 2017; no mesmo período, o trecho Congonhas-Curitiba registrou aumento de 20,1%.

Desde dezembro de 2016, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou que as companhias aéreas cobrassem pelas bagagens despachadas existe a promessa de que os valores das passagens iriam cair, mas até agora nada.

A medida entrou em vigor em abril de 2017 e as companhias aéreas Azul, Gol  e Latam começaram a cobrar pela bagagem em junho de 2017 e a Avianca em setembro do mesmo ano.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil recorreu à Justiça para suspender a cobrança por parte das companhias aéreas da taxa por bagagem de 23Kg despachada. A entidade espera liminar do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, onde tramita recurso contra decisão de primeiro grau que considerou válida norma da Agência Nacional de Aviação Civil sobre a restrição da franquia gratuita para 10 kg, em vigor desde 2016, (Resolução 400) e ainda está aguardando uma resposta.

Há uma expectativa de que também a Câmara dos Deputados nesta nova legislatura que se inicia em Janeiro de 2019, possa se manfestar contra esta cobrança abusiva e que agora inclui também a de marcação de assentos.
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Postado por Rogerio Almeida

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