Depois de manchar seu nome se aliando ao PT de Lula, Jarbas, agora, quer censurar seu próprio passado

(Foto: Google / Reprodução)

Depois de manchar uma carreira vitoriosa e se mudar para o palanque de Lula, (PT)  que ele queria ver na cadeia. o ex-governador e deputado federal pelo MDB, Jarbas Vasconcelos, agora, que apagar sua própria história.
Talvez seja por vergonha, nunca se sabe. Quando um político diz uma coisa e, anos depois, diz  outra  bem diferente alguma deficiência moral ele deve carregar. Leia o que aconteceu.
Semana passada, através dos seus advogados Jarbas Vasconcelos deu entrada, junto ao TRE, com uma representação para tentar retirar os comercias do horário eleitoral que mostram  onde  até onde ele  foi com o seu pragmatismo e cinismo político.
Perdeu, é claro.
O comercial não faz nenhum juízo de valor sobre a integridade do deputado de 76 anos, pelo contrário. Apenas mostra a verdade que o próprio Jarbas Vasconcelos não tem condições de negar.  Ele disse, sim, que era contra o programa Bolsa Família a quem denominou com o “maior programa de  compra de votos do mundo” em uma entrevista a revista Veja.
Disse também, numa entrevista ao blog do colega Jamildo Melo, que seria uma “cena bonita” assistir o ex-presidente Lula (PT)  “ser  preso pela Lava Jato” e ir para uma cela em Curitiba.  O vídeo mostra ainda que ele votou, sim, pelo impeachment da presidente Dilma (PT) e,  que pertence  também  do mesmo partido de Temer (MDB).
Temer, aliás, que Jarbas, elogiou muito quando o mesmo assumiu o Palácio do Planalto.
 Jarbas com o PT de Humberto? Vale tudo pelo poder?”, pergunta o vídeo.
Nem vou aqui lembrar o que ele dizia do ex-governador Miguel Arraes e do seu neto, o ex-governador Eduardo Campos (PSB) no tempo que travava duelos verbais e não republicanos com os dois caciques. Arraes foi chamado de “ladrão e incompetente” . Eduardo, foi qualificado  como “coronel e mau caráter”.
Os dois eram  fustigados por Jarbas durante o chamado “Escândalo dos Precatórios” que ganhou o Brasil na década de 90. Campos,  era o Secretario da Fazenda do avô e autorizou a operação suspeita. Mas o “vale tudo” de “Dr Jarbas” para ganhar uma eleição não tinha limites e começou bem antes. Foi com o então deputado Sérgio Murilo (PMDB), em 1985, que ele inaugurava o seu festival de contradição política.
Ao lado do seu “marqueteiro de plantão”, moveu uma  verdadeira campanha de ódio lembrando o assassinato que Murilo havia cometido décadas atrás. A “baixaria” deu resultado e ele terminou ganhando a eleição para Prefeito do Recife. Para isso teve que sair do então PMDB e se abrigar no PSB de onde,  depois de eleito, sairia novamente.
Pois bem, o pedido do “ex- inimigo número um” do PT foi arquivado pelo juiz Stênio Neiva que disse que a propaganda é  “regular, não fere a legislação e não foi feita com qualquer montagem” já que os recortes dos jornais e revistas apresentam apenas as declarações dadas pelo ex-governador.
O candidato não pode negar seu passado Se disse isso ou aquilo, em outro momento, não pode vetar menção a esses fatos históricos por parte dos seus adversários”, encerrou Neiva.
Quem diria que depois de lutar contra a ditadura quando era jovem, Jarbas Vasconcelos, fosse terminar sua história política querendo censurar a história, já depois de velho.
Lamentável.
Confira o vídeo que o deputado quis censurar, mas não conseguiu:


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Postado por Equipe da Redação da Fácil

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