Conheça o MSC Seaview e as novidades que ele trará ao Brasil neste ano


Divulgação/MSC Cruzeiros

O transatlântico recém-inaugurado na Itália será, a partir de dezembro, o maior da história a operar na costa brasileira, e chegará repleto de aspectos inéditos para o público brasileiro

11 tipos de cabines, seis restaurantes especializados, sete shows diferentes, capacidade para mais de 5,1 mil passageiros, tirolesa com mais de 100 metros e espaço suficiente para esquecer de que se está em um cruzeiro . Assim é o MSC Seaview, mais novo navio da armadora que, em dezembro, se tornará o maior da história a operar na costa brasileira.

O MSC Seaview foi inaugurado no último sábado, em Gênova, e, em dezembro deste ano, começa a operar no Brasil

O MSC Seaview foi inaugurado no último sábado (9) em Gênova, na Itália, de onde partirá para fazer roteiros pelo Mediterrâneo antes de sua estreia no Brasil. Apesar de oferecer itinerários pela Europa, porém, tanto o Seaview quanto seu “irmão gêmeo”, Seaside, inaugurado em Miami (EUA) no ano passado , foram projetados com o objetivo de atuar no Brasil e no Caribe, respectivamente.

De acordo com Gianni Onorato, CEO da MSC, a companhia chegou a apelidar o Seaview de “o navio brasileiro”, e isso se deve à estrutura que tanto ele quanto o “gêmeo” têm. Neles, há uma área externa generosa – com cerca de 3,2 metros quadrados por pessoa – projetada especificamente para locais de clima quente e ensolarado.

“Brasileiros são como os italianos: gostam de ficar do lado de fora. Gostam de ficar no sol, à beira da piscina, de dançar no sol e de fazer várias atividades ao ar livre. Se você analisar as características do navio, verá que elas combinam perfeitamente com o público brasileiro”, explica Onorato. A convite da MSC, o iG Turismo passou três dias a bordo do transatlântico para mostrar o que aguarda o público brasileiro a partir do verão deste ano:

1. Mais contato com o sol e o mar

Tradicionalmente, a maior parte do espaço externo dos navios fica restrita ao nível superior, mas, no caso do Seaside e do Seaview, não funciona assim. Como a intenção da companhia era a de atender um público que gosta de estar sob o sol e perto do oceano, as duas embarcações têm uma promenade que circunda o navio inteiro e fica quase a nível do mar.

Além disso, a maior parte das cabines disponíveis no navio (mais de 1,3 mil) tem varanda, fazendo com que os hóspede possam aproveitar o sol e uma vista privilegiada do oceano enquanto transitam por praticamente todo o navio – incluindo restaurantes e bares –, e não apenas nas áreas destinadas ao lazer.

2. Área de entretenimento infantil mais extensa

De acordo com os executivos da MSC, um dos principais objetivos da companhia é assegurar que as embarcações agradam famílias, algo que se manifesta no generoso espaço reservado para os pequenos – especialmente no MSC Seaview. Tanto ele quanto o Seaside têm mais de 650 metros quadrados voltados para a diversão e o cuidado com crianças, área recorde entre os transatlânticos da companhia.

Divulgação/MSC Cruzeiros

O Seaview e o Seaside têm uma área infantil de tamanho recorde para navios da MSC, com mais de 650 metros quadrados

Divulgação/MSC Cruzeiros

Os seis ambientes estão preparados para receber crianças a partir de um ano de idade até adolescentes de ate 17

Cada um dos seis ambientes do complexo infantil é voltado para uma faixa etária e oferece atividades diferentes para crianças a partir de um ano e adolescentes de até 17 anos de idade. Fora dos ambientes internos – que, além dos muitos brinquedos, painéis interativos e atividades de recreação com monitores, têm até banheiros adaptados, onde tudo é bem pequenininho – há também uma área externa com brinquedos aquáticos, tobogãs e trilhas suspensas para os pequenos curtirem enquanto os pais relaxam e se divertem.

3. Tirolesa

No MSC Seaview, o que não falta é entretenimento; com 20 bares e lounges, quatro piscinas, tobogãs, pistas de boliche e cinema XD interativo, é realmente difícil sentir tédio a bordo, e, para os mais radicais, as opções têm uma adição. No último deck, fica a maior tirolesa em alto mar, que, com 105 metros de comprimento, faz os aventureiros despencarem do ponto mais alto donavio até a popa, passando por cima de uma das piscinas.

4. Chefs inéditos no Brasil

Além dos dois buffets que funcionam 20 horas por dia e estão inclusos em todos os tipos de pacotes disponíveis, o MSC Seaview também trará outras opções de experiências gastronômicas inéditas ao público brasileiro. Uma delas é a continuidade da parceria entre a companhia com o chef pan-asiático Roy Yamaguchi, que começou no Seaside e compreende três restaurantes diferentes: o Teppanyaki – estilo de culinária japonesa que cozinha os alimentos em uma chapa na frente dos clientes –, o Sushi Bar e o Asian Fusion, que serve criações do chef.

Fernanda Labate/iG São Paulo

O chef pan-asiático Roy Yamaguchi estreou sua parceria com a MSC no Seaside, e, agora, virá ao Brasil a bordo do Seaview

Durante a estadia no navio, participamos da degustação de dois pratos preparados por Roy: sashimi de peixe branco combinado com creme de abacate, pimenta e molho agridoce, e sushis de caranguejo com aspargos cobertos com finas fatias de carne vermelha (do tipo sukiyaki). Após a breve degustação, é possível afirmar que quem é fã de comida asiática não vai se arrepender de provar as combinações inusitadas feitas por Roy e sua equipe.

Fernanda Labate/iG São Paulo

O primeiro prato servido pelo chef na degustação foi um sashimi com fatias de pimenta, creme de abacate e molho agridoce

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Para o segundo prato, Roy preparou sushis de caranguejo com aspargos e finas fatias de carne no estilo sukiyaki

Outra novidade – por enquanto exclusiva do MSC Seaview entre os navios da armadora – é o chef espanhol Ramón Freixa, que, no comando do restaurante Ocean Cay, leva a culinária mediterrânea repleta de peixes e frutos do mar aos hóspedes do navio. Com pratos de visual imprevisível e sabor marcante, o chef não desaponta na hora de representar o “DNA mediterrâneo” da companhia entre as opções gastronômicas do navio.

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Outra novidade tanto para o Brasil quanto para a MSC é o chef espanhol Ramón Freixa (à esquerda), com o Ocean Cay

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Em seu restaurante, Freixa serve pratos repletos de futos do mar e peixes, representando o "DNA mediterrâneo" da MSC.

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Segundo o chefe de Desenvolvimento de Produtos da companhia, os restaurantes coordenados por Yamaguchi e Freixa e o Butcher's Cut não devem variar para se adaptar ao público brasileiro, enquanto os buffets vão incorporar pratos nacionais

Para quem prefere comer carne, o Butcher’s Cut, churrascaria de estilo americano, é outra opção de restaurante à la carte que estará disponível aos brasileiros. De acordo com Andrea Gangale, chefe de Desenvolvimento de Produtos e Experiências da MSC, muito da gastronomia do navio – como os pratos servidos nos buffets e os doces da Chocolateria Venchi – serão adaptados para corresponder ao paladar do brasileiro com pratos tradicionais.

Enquanto isso, porém, os restaurantes à la carte seguirão a mesma proposta, mas com pequenas alterações que podem ser causadas pela mudança nos ingredientes, comprados localmente.

5. Aplicativo multiplataformas para facilitar a experiência 

Em um navio com mais de 320 metros de comprimento, é esperado que os hóspedes tenham certa dificuldade em se situar pela embarcação. Sendo assim, a MSC desenvolveu um aplicativo com o qual é possível encontrar o caminho mais curto para qualquer lugar do navio, agendar serviços, fazer reservas em restaurantes e até localizar as crianças.

A novidade, porém, não é apenas o app, e sim o fato de que, além de funcionar no celular, ele também pode ser acessado nas televisões das cabines e em centenas de painéis espalhados pelo navio, desenvolvidos para atender quem não tem facilidade de usar smartphones.

6. Movimento constante 

O navio tem, sim, ambientes em que é possível relaxar e se esquecer da vida, mas a forma com que os espaços comuns são distribuídos e a organização da programação fazem com que haja gente circulando pelo transatlântico inteiro o tempo todo. Segundo Onorato, enquanto o tradicional é os hóspedes se dividirem entre as apresentações de teatro e o jantar na parte da noite (deixando o restante dos ambientes “vazios”), no Seaside e no Seaview, eles ficam naturalmente espalhados.

Isso acontece porque, a bordo, os hóspedes podem escolher entre três horários de jantar nos restaurantes principais e três horários de apresentações de espetáculos no teatro. Com essa distribuição e com o fato de que há dois buffets (um distante do outro) no MSC Seaview, o CEO acredita que, no Brasil, o único momento em que não haverá movimentação constante de pessoas pela embarcação durante os cruzeiros é pelas manhãs – já que, segundo ele, brasileiros gostam de festejar a noite toda e dormir até tarde.

A inauguração

Fernanda Labate/iG São Paulo

A inauguração do Seaview contou com executivos da companhia, autoridades locais e personalidades da música e da televisão, além do tradicional corte da fita feito pela atriz Sophia Loren, madrinha de toda a frota de navios da MSC

A cerimônia de inauguração do transatlântico contou com a presença de executivos da armadora – como o CEO, Onorato, e o presidente-executivo da MSC, Pierfrancesco Vago –, autoridades locais – como o prefeito de Gênova, Marco Bucci, e o presidente da Ligúria, Giovanni Toti, – e personalidades da música e da televisão – como a comediante Geppi Cucciari, o cantor Matteo Bocelli e a cantora e atriz Michelle Hunziker, que apresentou o evento.

Como de costume, a noite foi coroada com um breve discurso da atriz Sophia Loren, madrinha de toda a frota da MSC, que realizou o corte da fita para batizar o navio.

Até novembro deste ano, o MSC Seaview navegará pelo mediterrâneo com itinerários que incluem Gênova, Nápoles e Messina (Itália), Valeta (Malta), Barcelona (Espanha) e Marselha (França). Em novembro, ele parte da Europa para o Brasil, aportando em Salvador no início de dezembro e iniciando roteiros que, além dessa cidade, também incluem Porto Belo e Balneário Camboriú (Santa Catarina), Ilhabela e Santos(São Paulo), Ilha Grande e Búzios (Rio de Janeiro).


Por Fernanda Labate
Fonte: Turismo - iG
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Escrito por Mario Pinho

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