Geraldo Vandré retorna aos palcos depois de 50 anos em Concerto Especial na Paraíba


Geraldo Vandré (Foto: divulgação)



O cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré, 82 anos, e que está com 50 anos em silêncio artístico, vai se ao se apresentar em sua terra natal, ao lado da Orquestra Sinfônica da Paraíba. 

O concerto/recital acontecerá nos dias 22 e 23, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo em João Pessoa.

O evento será dividido em dois atos. No primeiro, Vandré sobe ao palco acompanhado da pianista Beatriz Malnic, com quem executa seis peças para piano compostas pela dupla. 

Já no segundo ato, a Orquestra Sinfônica da Paraíba, acompanhada do Coro Sinfônico do Estado, executará composições do homenageado, como: Caminhando/Pra não dizer que não falei de flores, À Minha Pátria, Mensageira e Fabiana. 

Vandré promete ainda recitar poemas de sua autoria: “Pode ser ainda que entre uma apresentação e outra eu recite alguns de meus poemas. Vai depender da emoção do momento. Eu tenho noção da importância desse concerto para o país”, afirmou..

Os ingressos para os dois dias de apresentação serão distribuídos no dia 21 de março, a partir das 10h, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo de forma gratuita.

                 Vandré no tempo dos festivais (Foto: Arquivo/divulgação)


Geraldo Vandré, nasceu em João Pessoa, no dia 12 de setembro de 1935, advogado, compositor e cantor,  é um dos artistas mais célebres da música popular brasileira. Ganhou destaque ao compor canções como: “Pra não dizer que não falei de flores”, “Disparada”, “Fica Mal com Deus”, dentre outras.

Subiu ao palco pela última vez no Brasil, no auge de sua carreira, em 12 de dezembro de 1968 - um dia antes da publicação do Ato Institucional nº5 (AI-5), um ato que, entre outras atrocidades, suprimiu a liberdade de expressão no Brasil.

Depois de fazer o Maracanãzinho lotado cantar o refrão de “Para não dizer que falei de flores”, passou a ser o artista mais requisitado, mas foi obrigado a sair do Brasil. Tempos depois, os militares condicionaram sua permanência no país ao compromisso de não cantar músicas de protesto. Ele respondeu com um silêncio absoluto, e desde então passou a ser conhecido como um “mito da MPB”.

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Escrito por Rogerio Almeida

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