Guarda-sol não protege dos raios UV e pode até aumentar o risco de queimaduras, revela pesquisa

Foto: Divulgação
Se você chegou na praia e esqueceu do protetor solar, você pode até pensar que o guarda-sol vai te ajudar, ao fazer uma barreia de proteção que impede os raios solares de entrarem diretamente em contato com a sua pele. 

Mas um novo estudo diz que você está absolutamente errado (e que da próxima vez, é melhor voltar para casa e pegar o filtro ou comprar um no caminho). “Ir para a praia é como entrar em uma cama de bronzeamento gigante. A radiação não vem apenas na exposição direta ao sol, mas a areia e a água também refletem o UVA e UVB, além do seu corpo sentir o Infrared por meio do calor”, afirma a farmacêutica Luisa Saldanha, diretora técnica da Pharmapele. 

E um recente estudo americano é enfático ao destacar que o guarda-sol oferece uma proteção solar quase nula. O estudo “Sun Protection by Umbrellas and Walls” foi publicado em outubro desse ano na revista Photochemical & Photobiological Sciences. 

Além de descobrir que o guarda-sol não é eficiente, outro achado do estudo tem uma maior implicação: a falsa proteção pode aumentar o risco de queimaduras, já que quando alguém está descansando à sombra do guarda-sol, sente menos calor – mas isso não significa que a radiação não está lá. “Isso dá às pessoas uma falsa sensação de proteção que leva a uma exposição excessiva à radiação ultravioleta nociva", afirma a especialista, que reitera a importância do uso diário do fotoprotetor. 

 De acordo com os pesquisadores, a quantidade de proteção FPS que você recebe depois de se refugiar sob um grande guarda-sol é de, no melhor dos casos, FPS 7. Apenas para registro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta pelo menos FPS 30. Perigoso, não? “Quando falamos em envelhecimento fotoadquirido, estamos falando da formação precoce de rugas, manchas, mudança na textura da pele, entre outras alterações. 

Outra preocupação para quem não usa o filtro solar adequado é que, durante as estações mais quentes, existe uma queda do sistema imunológico da pele, e isso favorece o dano celular que pode desencadear um processo de cancerização”, ressalta a especialista. 

No estudo, vários fatores com relação à cobertura do guarda-sol foram avaliados: o tamanho, propriedades de transmissão UV (o que significa a quantidade de luz que o tecido realmente permite passar), tempo do dia e localização (os quais afetam o total de radiação UV total dispersa), posição das pessoas sob o guarda-sol, sua orientação e os ângulos de proteção. A quantidade de reflexão da areia também foi avaliada. “E nesse caso, a sombra do guarda-sol não garante proteção, pois a luz é refletida na areia. 

Além disso, o Infrared (infravermelho ou IV) é sentido através do calor ou mormaço. E essa é uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme profunda, onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade e uma piora no aspecto geral da pele”. 

A especialista explica que, para evitar a flacidez e rugas, é importante o uso do bloqueio físico solar e antioxidantes que diminuam o processo inflamatório causado pelo InfraRed. Luisa Saldanha ainda ressalta que a pesquisa serve como um reforço para o uso do filtro solar, aliado a chapéus ou bonés com FPS. “O protetor solar deve ir além dos ativos de proteção: ele deve ser multibenefícios com elementos de ação antioxidante para imediatamente reparar o processo inflamatório formado”, destaca. 

Esse protetor, lembra a farmacêutica, deve conter, de preferência, filtro químico e físico. “Os filtros físicos são ativos bloqueadores à base de dióxido de titânio, óxido de ferro e zinco”, sugere. “Os filtros físicos são como uma parede de tijolos onde a luz bate e volta”, diz. 

A reaplicação do protetor também deve ser feita a cada duas horas em exposição direta ao sol.
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Escrito por Equipe Redação

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