Maceió alcança primeiro lugar em faturamento nacional no ranking da CVC

Colocação se deve ao trabalho estratégico do Governo de Alagoas, em parceria com a operadora, para consolidação do destino.

Com trabalho estratégico da Sedetur, maior operadora de turismo da América Latina apresenta Maceió como a responsável pelo maior faturamento nacional no ranking da empresaCom trabalho estratégico da Sedetur, maior operadora de turismo da América Latina apresenta Maceió como a responsável pelo maior faturamento nacional no ranking da empresaAscom

As belezas naturais do destino, aliada às estratégias de divulgação e ao trabalho realizado em parceria entre o Governo do Estado de Alagoas e as operadoras de viagens mantêm Maceió em destaque no cenário nacional. Dados da maior operadora de turismo da América Latina, a CVC, apresentam a capital como a responsável pelo maior faturamento nacional no ranking da empresa.

A informação foi divulgada durante a Convenção Anual de Vendas da CVC, em Foz do Iguaçu, realizada no último fim de semana. De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Helder Lima, a colocação no ranking da operadora se deve ao trabalho promovido para consolidação da cidade como destino turístico.

“A conquista do primeiro lugar em vendas é fruto de um trabalho muito forte e de um investimento alto que o Governo do Estado tem feito diretamente com a CVC -  e junto às bases da operadora - em cada um dos principais emissores de turistas. Além disso, um resultado como este é consequência de um trabalho estratégico que iniciamos há cerca de um ano, reduzindo o ICMS do querosene de aviação, e, posteriormente, investimos na estratégia de fretamentos, em parceria com as operadoras de aviação civil e todo o trade turístico”, afirma Helder Lima.

Há um ano, a capital ocupava o sexto lugar em vendas da CVC, o que demonstra o avanço alcançado nos últimos meses através da articulação e diálogos diretos com a base, apostando em novas estratégias como a redução de impostos e maior aproveitamento na aplicação de recursos.

O destino se destaca, ainda, como o segundo destino mais vendido do País em número de passageiros, tendo obtido um crescimento de 15% em relação a 2015, além do primeiro lugar em faturamento.

Estratégia
A retração econômica diminuiu consideravelmente a demanda do turismo no Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), em 2016, na comparação com o ano anterior, a aviação doméstica brasileira registrou retração de 5,47%. Contrariando esse cenário, Alagoas ampliou a sua malha aérea com 16 novos voos e apresentou um crescimento de 0,44% no número de desembarques.

O Nordeste sentiu diretamente a crise. De acordo com a Infraero, Bahia, Ceará e Paraíba, estados com atividade turística consolidada, tiveram uma retração de -17%, -10% e -10,6% respectivamente. Na contramão dessa tendência, Alagoas prospectou 16 novos voos em 2016, 14 nacionais (vindos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste) e 2 internacionais (vindos de Córdoba e Buenos Aires, na Argentina).

Ainda segundo a Infraero, Alagoas é o estado nordestino que mais elevou o número de passageiros em voos fretados não regulares no ano passado, crescendo mais de 7 pontos percentuais em relação a 2015.

A captação de novos voos é proveniente da redução do ICMS cobrado sobre o combustível de aviação em Alagoas. A medida do Governo do estado reduziu de 17% para 12% a alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) do querosene utilizado nas aeronaves. Somente o combustível representa 35% do valor gasto pelas companhias aéreas com cada voo, o que significa na prática que a distribuição da malha aérea no país é realizada de acordo com a tributação praticada pelos estados.

Texto de Andressa Alves

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Escrito por Mario Pinho

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