Anunciar traz lucro


Segundo estudo da Abap, para cada R$ 1 investido em publicidade,

as empresas têm, em média, R$ 10,69 de retorno.
Anunciante no mercado local, a Hapvida este ano fez o redesign dos mascotes da marca. As abelhas ganharam nova vida em trabalho assinado pela agência Bando. O Beach Park optou por levar sua conta para a Artplan de São Paulo.


É comum que, diante de um momento de instabilidade econômica, os investimentos em publicidade sejam os primeiros cortados em uma empresa. Mas esse erro também é primário. De acordo com estudo de 2016 da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), para cada R$ 1,00 investido em publicidade, a empresa tem, em média, R$ 10,69 de retorno. Assim, os R$ 33,5 bilhões de receita gerados no setor em 2014, por exemplo, impactaram em R$ 358 bilhões o PIB brasileiro.

De acordo com Armando Strozenberg, presidente da Abap, o ROI (retorno do investimento) da publicidade tem possibilidade de gerar maiores resultados justamente nesses momentos ditos “de crise”. Ele explica que em um momento em que há menos pressão de produtos e serviços pela atenção e desejos dos consumidores, os que se mantêm no ar ampliam o seu potencial de fazer a diferença através da publicidade.

“Aqueles que sabem se promover de forma inteligente, sem apelar para os clichês promocionais mais evidentes e desgastados, não só geram reputação como também conseguem fazer negócios sem explorar em excesso seus preços”.

O presidente ainda destaca que quando o conjunto da economia perde velocidade, a melhor saída para as empresas, individualmente, é acelerar, pois o mercado não se exaure - apenas se reduz e fica mais competitivo. “Como o que movimenta de fato a economia são os negócios feitos no dia a dia pelo conjunto das empresas que competem pela preferência dos consumidores, é essencial que elas utilizem os instrumentos que ativam suas vendas, entre os quais a publicidade sempre se destacou”, afirma Armando.

Portanto, quem continuou investindo em publicidade mesmo diante do momento econômico difícil para o País, colhe hoje os frutos dessa empreitada.

“Especialmente os que fizeram isso de forma mais inteligente, que souberam usar suas verbas com mensagens mais impactantes e que investiram nos valores relacionados às suas marcas”.

Segmentos

Segundo Anderson Carvalho, diretor comercial da Time Digital, com a baixa demanda de alguns serviços, essa é realmente a hora de investir em publicidade.

“Nesse cenário, o ideal é investir para não ficar para trás. Aqui no Ceará o setor que mais deve investir é o de turismo, que deu uma caída. Mas com o dólar instável, a tendência é que mais turistas venham para cá. Então os segmentos ligados ao entretenimento e gastronomia, o fluxo vai ser maior e precisa dessa visibilidade”.

Além do retorno financeiro, outro benefício é o aumento do valor relativo das marcas, que funciona no curto e médio prazo, aumentando o que chamamos de ativo competitivo de fama, imagem e reputação. “Enquanto não se limita aos momentos de crise, mas sim diluído em períodos mais longos, ele constrói posições competitivas mais sólidas”, explica Armando.

Alternativas

Mesmo sabendo da importância de se investir neste setor, algumas empresas realmente dispõem de pouco capital para aplicar em publicidade. Um alternativa para reduzir esse investimento sem abrir mão é especificar ainda mais o público alvo das ações.

“O ideal é otimizar e ver o que dá resultado com o menor investimento. Observe o que é necessário e direcione para o público que tem maior tendência a consumir o seu produto”, explica Anderson.

Para Armando, não há momento melhor que o das crises para testar o que investimentos inteligentes em publicidade podem fazer por uma marca ou serviço. “Quando as empresas entendem a publicidade em sua real dimensão, como criadora da força das marcas e ativadora de negócios, elas saem dessa percepção errônea de vê-la como um custo e passam a considerar a publicidade como um dos investimentos de retorno com potencial maior e mais rápido de retorno”.

Larissa Pacheco
larissa.pacheco@opovo.com.br


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Escrito por Mario Pinho

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