Verão irá gerar mais de 73 milhões de viagens no país


Número é 0,8% maior que o registrado em 2015 e deverá movimentar R$ 100 bilhões na economia nacional. São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro lideram o ranking dos destinos mais visitados

Estudo feito pelo Ministério do Turismo indica que os brasileiros pretendem utilizar a alta temporada para viajar pelo país. De acordo com dados inéditos divulgados nesta quarta-feira (21), estima-se que 73,4 milhões de viagens deverão ser realizadas nos meses de dezembro (2016), janeiro e fevereiro de 2017. Esse número reflete um ligeiro aumento em relação ao ano anterior, quando 72,8 milhões de viagens foram feitas. A expectativa é de que essas viagens movimentem R$ 100 bilhões.

“Esses números comprovam que o turismo é uma das atividades econômicas mais resistentes da economia brasileira. Mesmo em um momento complicado, onde várias outras atividades tiveram queda na participação da economia, o turismo se mantém como um importante segmento econômico, gerando emprego e renda”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

A região Sudeste é a preferida entre os viajantes, o estudo indica que cerca de 33 milhões de viagens (46% do total) devem ter como destino esta região. O Sul deve receber 25% do total de viagens do país e o Nordeste, 23%. Centro-Oeste e Norte completam o ranking das regiões, com 5% e 2% do total de viagens, respectivamente.

Os dados apontam o carro como o principal meio de transporte a ser utilizado, realizando 52,9% dos deslocamentos. O ônibus vem em seguida, com 26,7% das viagens (19,6 milhões), e em terceiro lugar, o avião (8,1%).

O ministro também falou sobre as expectativas do ministério para 2017, com a elaboração de medidas para impulsionar o turismo e desburocratizar o setor. Outra preocupação diz respeito ao orçamento para a Pasta. “O objetivo é conseguir aumentar o orçamento de 2017para as ações de promoção nacional e internacional, além também de finalizar importantes obras de infraestrutura turística”, anunciou.

DESTINOS PREFERIDOS – O estudo apontou os destinos preferidos dos brasileiros para aproveitar o verão. São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Praia Grande (SP) e Salvador (BA) lideram o ranking brasileiro do verão. Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Cabo Frio (RJ), Balneário Camboriú (SC) e Recife (PE) completam a lista dos 10 destinos mais procurados no país.

DESTINOS PREFERIDOS
1º  SÃO PAULO (SP)
2º  FLORIANÓPOLIS (SC)
3º  RIO DE JANEIRO (RJ)
4º  PRAIA GRANDE (SP)
5º  SALVADOR (BA)
6º  FORTALEZA (CE)
7º  CURITIBA (PR)
8º  CABO FRIO (RJ)
9º  BALNEÁRIO CAMBORIÚ (SC)
10º  RECIFE (PE)
11°  PORTO SEGURO (BA)
12º  GUARUJÁ (SP)
13º  GUARAPARI (ES)
14º  CARAGUATATUBA (SP)
15º  PERUÍBE (SP)
16º  NATAL (RN)
17º  SANTOS (SP)
18º  PORTO ALEGRE (RS)
19º  BRASÍLIA (DF)
20º  JOÃO PESSOA (PB)

PERFIL DA VIAGEM – De acordo com o levantamento, mais de 45 milhões de viagens (61,3%) devem ser contar com a hospedagem em casa de amigos e parentes. Estima-se que em 19,1% das viagens o meio de hospedagem serão Hotéis, pousadas e resorts e o aluguel de imóveis por temporada, utilizado em 10% dos casos. Os campings e albergues devem ser a opção de cerca de 697 mil viagens.

Os dados revelam também o perfil dos viajantes. Estima-se que mais da metade (51%) dos brasileiros que vão viajar nesses três meses o farão acompanhados por seus cônjuges e 18% com parentes. Um a cada 4 brasileiros (24%) vai viajar sozinho neste verão.

MERCADO OTIMISTA

O último Boletim de Desenvolvimento Econômico do Turismo já indicava uma perspectiva de alta para o quarto trimestre de 2016. Das 927 empresas que participaram do levantamento, 64% delas afirmaram que há uma perspectiva de crescimento na comparação com o mesmo período de 2015.

Dos sete segmentos pesquisados, cinco indicaram um aquecimento nos negócios: transporte aéreo, parques e atrações, receptivo turístico, agências de viagem e operadoras de turismo. Apenas os organizadores de eventos e meios de hospedagem indicaram uma perspectiva de baixa para o período de outubro a dezembro de 2016. As empresas ouvidas movimentam R$ 8,8 bilhões por ano e geram 77,1 mil empregos.
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Escrito por Mario Pinho

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