Turismo pede apoio para qualificação de profissionais do setor


Em audiência no Ministério da Educação, ministro Marx Beltrão ressaltou a importância da profissionalização do setor para a geração de empregos

A qualificação profissional tem sido um dos requisitos mais importantes para a contratação no setor do Turismo. Porém, o número de vagas ofertadas nos últimos anos não atendeu às expectativas e ao crescimento do setor. Com essa demanda em mãos e a necessidade de não só ofertar, mas também acompanhar os estudantes durante todo o curso e medir a empregabilidade resultante da qualificação, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, foi ao Ministério da Educação para se reunir com o ministro Mendonça Filho e técnicos da área do Pronatec nesta terça-feira (27).

No início de 2016, o Ministério do Turismo demandou 75 mil vagas de qualificação ao MEC, porém a oferta não chegou a 7% desse número, ficando em 5 mil em todo o país. Como o turismo é uma atividade com grande capilaridade e os cursos são oferecidos apenas pelo Sistema S e universidades públicas, apenas 1,9 mil vagas foram preenchidas.

“Me reuni com todo o trade turístico para levantar os gargalos do setor e uma das principais queixas foi em relação à oferta de qualificação. O turismo, ao contrário de outros setores da economia que vêm retraindo, cresce a cada ano. A necessidade de qualificação naturalmente segue esta tendência. Precisamos ter mais opções de cursos para atender a todos os municípios turísticos brasileiros”, afirmou o ministro do Turismo.

O ministro Mendonça Filho pediu à área técnica responsável pelas ações de qualificação do MEC para fazer um mapeamento, junto ao Ministério do Turismo, das vagas e localidades necessárias. O resultado desse estudo será divulgado no início de 2017.

QUALIFICAÇÃO DE GUIAS DE TURISMO – 

Além da qualificação via Pronatec, o ministro Marx Beltrão levou ao ministro da Educação um pleito da Federação Brasileira de Guias de Turismo (Fenagtur) sobre a necessidade de realização de curso técnico para guias em dez estados da federação, com carga horária mínima de 800 horas.

De acordo com a secretária Nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Teté Bezerra, “a profissão de guia é uma das mais importantes da cadeia do Turismo. Mas para ser um bom profissional, a qualificação é fundamental. Porém, a oferta de cursos hoje é pequena e a mensalidade chega a custar até R$ 420,00 em vários municípios brasileiros”. O pleito será analisado pelas áreas técnicas do MTur e MEC para alinhamento e atendimento à demanda.
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Postado por Mario Pinho

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