Morre o cineasta polonês Andrzej Wajda

                                         Andrzej Wajda (Foto: divulgação)
Com 90 anos e vítima de uma insuficiência pulmonar morreu neste domingo (9) em Varsóvia, o cineasta polonês Andrzej Wajda.  
Considerado um dos mais importantes diretores europeus do período pós-II Guerra Mundial, Andrzej Wajda estava internado há vários dias em um hospital na capital polonesa.
Nascido na cidade de Suwalki em 6 de março de 1926, fez sua estreia em 1955 dirigindo o filme Geração. Ingressou também na política  chegando a ser senador da Polônia, entre 1989 e 1991 e no conselho presidencial para a cultura de 1992 e 1994. 
     Andrzej Wajda recebe o Oscar honorário das mãos de Jane Fonda (Foto:Divulgação)
Deixa vários clássicos como Cinzas e diamantes (1958), A terra prometida, (1975), O homem de mármore (1976) e O homem de ferro (1981), com o qual conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Ganhou um Oscar honorário em 2000 pelo conjunto de sua obra e doou a estatueta para o Museu da Universidade Jaquelônica, em Cracóvia . 
O homem de ferro (1981) trouxe vários problemas para Wajda, obrigando ao cineasta a se exilar na França. O filme destaca o início do sindicato Solidariedade que realizou inúmeras greves dos trabalhadores no porto de Gdansk e que fez o seu líder, Lech Walesa, conhecido mundialmente - ganhador do  Prêmio Nobel da Paz em 1983 e, em 1990, o primeiro presidente eleito da Polônia após o colapso do regime comunista no Leste Europeu, trajetória que o diretor mostra na cinebiografia Walesa (2013), seu último trabalho exibido nos cinemas. 
Como trabalho póstumo deixa Powidoki, cinebiografia do artista polonês de vanguarda  Wladyslaw Strzeminski (1893 — 1952), com estreia prevista para março de 2017.


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Postado por Rogerio Almeida

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