Museu do Prado prorroga a exposição que comemora os 500 anos de Bosch (El Bosco)

        Fila no Museu do Prado em Madri para ver as telas de Bosch 


A fila que se forma no Museu do Prado em Madrid, Espanha, principalmente nos horários gratuitos é imensa e ninguém quer perder a exposição comemorativa dos 500 anos da morte de Hieronymus Bosch, um pintor e gravador holandês dos séculos XV e XVI.

         O sucesso é tão grande que a direção do museu resolveu prorrogar a exposição do dia 11 de setembro para 25 de setembro.
       Inaugurada em maio último, a exposição do pintor que aqui se chama El Bosco- La Exposición del V Centenario, já registrou mais de 450 mil visitas.
      A iniciativa tem patrocínio da Fundação BBVA,  e as telas são impressionantes. O Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa (MNAA) enviou o tríptico As Tentações de Santo Antão (FOTO), que pertence ao Estado português e diversos museus as demais.
           As Tentações de Santo Antão de Bosch (Foto: Divulgação)
Muitos dos trabalhos de Bosch retratam cenas de pecado e tentação, recorrendo à utilização de figuras simbólicas complexas, originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras mesmo no seu tempo.
A obra de Bosch influenciou muito o movimento surrealista do Século XX, que teve como expoentes Salvador Dalí e Max Ernst. Outro nome também  influenciado por ele, foi Pieter Brueghel, o Velho.
 A exposição do Museu do Prado reúne 21 quadros e oito desenhos de Bosch.  Além disso estão expostas telas de artistas que trabalharam com ele. E as telas são empréstimos de grandes instituições como a Academia de Veneza, o Museu de Bruges, o Metropolitan de Nova York e a National Gallery de Washington.
                                              Jardim das Delícias, de Bosch (Foto:Divulgação)

O Museu do Prado expõe seis obras de Bosch de seu acervo que por sinal é a instituição mundial que mais possui mais quadros do artista. Tudo graças ao rei Felipe II, I de Portugal, que foi um grande colecionador..
Bosch é considerado o primeiro artista fantástico. E esta exposição como não podia deixar de ser foi motivo de muita polêmica. Devido um estudo que questionava  a autenticidade de três obras: A Extração da Pedra da Loucura, As Tentações de Santo Antonio Abade e A Mesa dos Pecados Capitais.
O Comitê Bosch Research e Conservation Project, que investigou todas as obras atribuídas ao pintor constatou que as telas são trabalhos de discípulos de Bosch e não do próprio. Mas o Museu do Prado apressou-se a refutar a tese e apresentaram testes de DNA comprovando a autenticidade.
Na exposição do Museu do Padro também podem ser vistas de Bosch, as telas: O Carro de Feno, o Jardim das Delícias, Os Sete Pecados Mortais.Mais da metade das obras de Bosch retratam vidas de santos e cenas do nascimento, paixão e morte de Cristo.
 A exposição El Bosco- La Exposición del V Centenario se divide em sete seções.  A primeira  “Bosch and ’s-Hertogenbosch”, faz alusão à cidade onde o artista viveu na maior parte de sua vida.
Por sinal esta terra do pintor, Hertongenbosch, na Holanda,de onde ele tirou seu apelido Bosch,  está com outra exposição dedicada ao seu trabalho no Noordbrabants Museum.  Os outros temas são: A Infância e a Missão de Cristo; Os Santos; Do Paraíso ao Inferno; O Jardim das Delícias; O Mundo e os Homens: Pecado Mortal e não obras não religiosas ; e a Paixão de Cristo. 
SERVIÇO: A entrada ao Museu do Prado custa 16 euros, 25 euros com acompanhamento do guia da exposição. A exposição está aberta das 10h00 às 22 horas de segunda a sábado e até às 21 horas aos domingos e feriados. Nos dois últimos finais de semana está aberta até meia noite. Mas atenção nos horários de visita gratuita ao museu são distribuídas apenas 200 senhas de acesso gratuito a exibição de Bosch. Os demais tem que se contentar em visitar apenas o acervo permanente do Museu.
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Escrito por Rogerio Almeida

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