Cirurgia plástica de mama: cuidados preventivo

Reprodução (Internet)

Os seios são um símbolo de feminilidade. Além de serem órgãos essenciais para a amamentação, as mamas formam uma região anatômica importante para o bem-estar, autoestima e estética das mulheres. Graças ao aperfeiçoamento das técnicas em cirurgia plástica e à qualidade das próteses de silicone, hoje é possível aumentar, diminuir, levantar e até mesmo reconstruir os seios. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a procura por cirurgias plásticas vem crescendo no Brasil, que já é o primeiro país do mundo em número desses procedimentos, ultrapassando até os Estados Unidos. A lipoaspiração é a cirurgia mais feita, seguida do implante de silicone nas mamas.


Em média, a cirurgia plástica de mama - também conhecida como mamoplastia - demora três horas, é feita sob sedação ou anestesia geral e o paciente fica internado no máximo dois dias. A cirurgiã plástica Nadyeshka Sales, lembra que alguns cuidados preventivos devem ser tomados antes de se submeter ao procedimento: “Primeiro o paciente deve ser orientado sobre os riscos inerentes a uma operação e deve fazer todos os exames solicitados pelo cirurgião. Tomando as precauções necessárias, como a escolha de um bom médico e de um hospital de confiança, a incidência de complicações é pequena. Mas não por isso deve ser ignorada", diz a cirurgiã que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 



Nadyeshka também alerta para a necessidade de verificar a qualidade das próteses de silicone. “É importante conferir com o cirurgião se o produto tem boa procedência e registro, além de ser autorizado pela Anvisa”. A médica recomenda ainda que a mamoplastia seja feita a partir dos 18 anos, quando a mama encontra-se completamente desenvolvida. Mas, se houver recomendação médica, menores de idade podem se submeter ao procedimento com autorização de seus responsáveis. “A idade para esse tipo de cirurgia varia de dois a três anos após a primeira menstruação. É nessa época que os hormônios começam a se estabilizar e as glândulas mamárias atingem o tamanho máximo. Antes desse período, é necessário avaliar caso a caso”, diz.



Algumas complicações podem surgir após o implante de próteses de silicone, dentre elas, rejeição ou rompimento da prótese, abertura da incisão cirúrgica, alteração da sensibilidade, infecção, flacidez e estrias, inchaço e dor, contratura capsular. “Os tratamentos são diversos e aplicados de acordo com o problema apresentado pelo paciente. O importante é ter um acompanhamento especializado e seguir as orientações do médico”, explica. Para Nadyeshka o essencial é o bem-estar físico e psicológico do paciente: “Se o tamanho das mamas incomoda ou traz sofrimento para a pessoa, a cirurgia plástica pode e deve ser feita. Por que não fazer agora, se é algo que incomoda?”.



Conheça os tipos de cirurgia plástica nos seios:


  • Mamoplastia de aumento

Este procedimento é realizado quando se deseja aumentar o tamanho das mamas, por elas serem muito pequenas ou terem perdido o volume após a amamentação. Para tanto, utilizam-se próteses de silicone que podem ser colocadas atrás do músculo do peito ou por baixo da glândula mamária. Isso vai depender do desejo de cada paciente, bem como do formato da mama e suas medidas. Com base nesses critérios, leva-se em consideração ainda o modelo, o perfil e o volume do implante, que pode ter um formato cônico, redondo e natural (em gota).  Normalmente, a prótese pode ser colocada fazendo um corte na base da mama, através da axila ou pela aureola, ficando a cicatriz no local onde foi feito o corte.

  • Mamoplastia redutora

Esta plástica é realizada quando a mulher deseja diminuir o tamanho das mamas, porque elas são muito grandes em relação ao corpo. Além do incômodo estético, o excesso de tecido mamário é responsável por um grande número de distúrbios, como dores na região torácica, dor cervical, alterações na postura e até ferimentos nas áreas de dobras das mamas que sofrem constante atrito. Nestes casos, remove-se o excesso de gordura e pele, para chegar a um tamanho de mama proporcional às medidas da paciente.

  • Mastopexia ou lifting de mama

Feita para levantar os seios e deixá-los simétricos, esta cirurgia é realizada para dar forma às mamas. Especialmente quando as mesmas estão caídas ou flácidas, como resultado da amamentação, devido a oscilações de peso ou mesmo por conta da idade. Nesta intervenção, levanta-se a mama, removendo o excesso de pele e comprimindo o tecido, sendo comum realizá-la simultaneamente com a mamoplastia de aumento ou redução, de acordo com a necessidade de cada paciente.

  • Reconstrução dos seios 

Esta intervenção é realizada para alterar a forma, o tamanho e a aparência da mama, especialmente após a remoção de parte dela devido a situações de câncer. Nesses casos, a reconstrução mamária se apresenta como suporte na recuperação da autoestima e saúde da mulher mastectomizada. Vale destacar que pode ser feita apenas a reconstrução da aureola, quando esta é grande ou assimétrica. Nas últimas décadas, devido ao crescente número de casos de câncer de mama, inúmeros avanços técnicos ocorreram na cirurgia reconstrutora, grande parte decorrente da maior compreensão da anatomia mamária e do aprimoramento dos cirurgiões plásticos. Quando não é necessário retirar a mama inteira, é possível fazer um reposicionamento dos próprios tecidos mamários. Já nos casos de amputação total, algumas técnicas lançam mão de próteses e outras utilizam partes do próprio corpo (tecido, gordura, pele e músculos) para refazer a mama. 

  • Ginecomastia ou Redução de Mama masculina

A redução de mama para os homens envolve uma correção cirúrgica das glândulas mamárias demasiadamente desenvolvidas ou grandes. A ginecomastia é uma condição comum em homens de qualquer idade, podendo ser resultado de alterações hormonais, condições de hereditariedade, doença ou utilização de certas medicações. Essa situação pode causar desconforto emocional e prejudicar a autoconfiança do paciente. Nos casos em que a ginecomastia é resultado de excesso de tecido adiposo, técnicas de lipoaspiração podem ser utilizadas, sendo a mais adequada definida pelo cirurgião, de acordo com cada caso.
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Escrito por Equipe Redação

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