Cirurgia de catarata a laser com tecnologia 3D já é uma realidade no Recife

Reprodução - Robson sampaio
A catarata é a maior causa de cegueira reversível no mundo. Estimativas mostram que 285 milhões de pessoas estão visualmente prejudicadas, sendo que 90% vivem em países em desenvolvimento, como o Brasil.  

Segundo o Ministério da Saúde, o número de cirurgias no país pode chegar a mais de 700 mil por ano. “A catarata consiste na opacidade total ou parcial do cristalino, a lente natural do globo ocular, o que leva à diminuição progressiva da visão e até mesmo à cegueira”, explica o oftalmologista Roberto Galvão Filho, do Instituto de Olhos do Recife.

O aumento da expectativa de vida tem elevado o número de cirurgias de catarata. Isso porque os idosos levam, hoje, uma vida mais ativa e precisam corrigir o problema mais cedo. Existem também outros fatores para o surgimento da doença. Ela pode ser congênita ou mesmo traumática. Ainda pode surgir da utilização de alguns medicamentos em excesso, como o corticoide, ou após uma inflamação mais séria nos olhos. “Algumas doenças também aceleram seu aparecimento, como as reumatológicas, a miopia e a diabetes”, comenta Galvão Filho.

A catarata é tratada exclusivamente, através de cirurgia, que, a despeito de ser rápida e segura, exige todo cuidado, já que o cristalino é uma estrutura intraocular localizada atrás da córnea, porção mais anterior e transparente do olho. A intervenção é uma das mais realizadas no mundo e tem evoluído constantemente no que diz respeito à técnica, equipamentos, e materiais ou lentes utilizadas. Dados do Ministério da Saúde mostram que no ano de 2013 foram realizados cerca de 2.2 milhões de procedimentos cirúrgicos eletivos, sendo mais de 500 mil cirurgias de catarata e 180 mil cirurgias nas especialidades de oftalmologia. 

Acompanhando essa demanda, a tecnologia utilizada na cirurgia de catarata é de extrema importância para obter o melhor resultado possível. “Hoje contamos com equipamentos desenvolvidos especificamente para essa finalidade, como o Laser Catalys, que é a plataforma de cirurgia de catarata mais moderna que existe. Ele proporciona uma velocidade e precisão muito melhores que equipamentos similares, resultando em maior segurança para o paciente”, destaca o médico.

A maioria dos procedimentos de catarata é feita manualmente pelo cirurgião ao realizar as incisões no olho. O Laser Catalys permite que o oftalmologista substitua com precisão algumas das etapas manuais, tecnicamente exigidas durante a cirurgia de catarata, sendo guiadas por imagem em 3D e utilizando a tecnologia de laser de femtosegundo. “As incisões feitas pelo Catalys são 100% precisas com uma margem 0.08mm de segurança”, explica Galvão Filho.

O equipamento produz vídeo e imagens em alta resolução durante o procedimento, mostrando uma visão panorâmica do olho, em tempo real. “Isso favorece o trabalho do médico, assegura mais eficiência ao profissional e mais agilidade à cirurgia”, afirma o oftalmologista. O software do equipamento tem uma navegabilidade simples, com orientação em etapas sobre a conduta do procedimento. E o melhor: essa nova tecnologia também amplia o universo de pessoas que podem passar pela cirurgia de catarata com segurança. 

Atualmente, as cirurgias de catarata convencionais utilizam a facoemulsificação, em que é realizada uma incisão na córnea para fragmentar o cristalino doente com ultrassom e, em seguida, aspirá-lo. Depois, a lente é inserida através da incisão feita na córnea. Com o sistema Catalys, o cristalino é fragmentado pela ação precisa e suave do laser, dispensando a incisão manual e a movimentação da caneta do ultrassom durante o processo de fragmentação.

A aspiração dos fragmentos é feita através de uma incisão mínima na córnea, pela qual também é inserida a lente. “A cirurgia a laser é o futuro. O custo vem caindo e hoje praticamente todos têm acesso. Além disso, a segurança proporcionada por este procedimento é incomparável. Sua precisão deixa o cirurgião mais confortável e casos de córnea guttata e cataratas mais duras, que antes não eram operadas, podem ser realizadas com muito menos riscos”, avalia Roberto Galvão Filho, que atualmente é o único cirurgião certificado para realizar essa cirurgia no IOR.
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Escrito por Equipe Redação

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